sexta-feira, 15 de maio de 2015

Andar sobre as muitas águas (Oceans)

Deus nos faz andar sobre as águas
Quando temos um desafio pela frente
Em nossa vida...
Esse andar sobre as muitas águas é intrigante
Ao mesmo tempo estamos como que em terra firme,
Com os olhos em Cristo, 
Do mesmo modo, estamos sobre águas profundas,
Onde não poderíamos alcançar com os pés no fundo
A sensação é indescritível,
É o que ocorre quando se está nadando e de repente perdemos as forças,
E começamos a afundar,
Afundar, e nossos braços já não suportam nosso peso
Nossas pernas dão caimbras extremamente dolorosas
Nossa respiração aumenta e fica cada vez mais desesperador
A iminência de morrer ali, afogado, sem ajuda alguma, sem fôlego, sem forças
O corpo humano é um mistério, ainda nesta hora, lutamos, bravamente lutamos
Uma luta inútil. O mais simples seria parar de se mexer.
Esperar, descansar, boiar. 
Mas não, tentamos nos agarrar aquilo que sabemos e temos.
Em vão, debalde, debilmente fraquejamos e morremos.
Só nos entregando realmente nas mãos de Deus
É que podemos experimentar a verdadeira salvação.
É esta a vontade que Deus tem para nós,
A da entrega total,
Que morramos para nós mesmos.
Que deixemos de lutar com as próprias forças
E simplesmente deixemos nosso corpo livre em suas mãos.
Como quando um pai ensina seu filho a nadar,
As primeiras lições, são justamente para que a criança não faça nada.
Apenas repouse suavemente nas mãos do pai,
Deixando o corpo leve e em paralelo com a água.
Boiar.
Confiar.
Ter a certeza da mão cuidadosa do pai sob o corpo,
Ali, pronta para segurar a criança ao menor risco.
Assim Deus cuida de nós, nos dando sua ajuda.
Somente precisamos descansar.
Renunciar nossas próprias convicções e desejos.
Os pés podem falhar, as convicções podem falhar,
Nossa sabedoria e conhecimento podem falhar,
Ali é onde somente Deus pode agir.

[ inspirado na música "Oceans (Where feet may fall)" - Hillsong - acoustic version played by Janice Faber - https://www.youtube.com/watch?v=euBrRUDp8a0 ]

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Fé e fidelidade

Catedral de Galway, na Irlanda
Não é que nos tornamos infiéis, transgressores, desertores,
A música simplesmente está tocando em uma freqüência diferente.
Cada um ouve o que quer, imagina seu caminho como bem deseja.

Vivemos nos tempos das guerras mentais, no campo das ideias.
Ideologias, demagogias, hemorragias, teologias, soteriologias...
Tantas "gias". Logias. Lógicas ilógicas. Loucuras sãs, sabedorias inúteis.

Vidas fúteis. Futilidades úteis. Fé a preço de banana, vendida em cada esquina.
Na feira, de Domingo a Segunda, de primeira e de terceira.
Pessoas sendo tratadas como coisas. Meras mercadorias.

Coisas deusificadas, reificadas, coisificadas, codificadas.
Uma neblina de conceitos ditando as novas virtudes.
Passaportes carimbados para estes admiráveis novos mundos.

E a essência, o invisível, o intrínsseco, sendo deixado de lado.
A verdadeira razão da fé sendo esquecida em algum banco de igreja.
Histórias abandonadas, martírios ignorados, missões perdidas.

Poeiras e teias de aranha em construções humanas. Antropomórficas.
Quadros e figuras, estátuas e cruzes estáticas, mortas.
Não! Deus não está ali. Nem lá no monte, nem nas colinas.

Onde estará então Aquele que merece a devoção da fé verdadeira?
Quem O conhecerá? Aquele que não habita em construções humanas?
Nas feridas dos flagelos, nos joelhos rotos, nas machucaduras dos crentes?

Nos pés cansados do peregrino, na poeira das sandálias?
Nas lágrimas de mães que perderam seus filhos?
Nos olhos das crianças inocentes entregues à morte?

Na fome dos coitados, fatigados senhores da rua?
Nas mãos calejadas dos velhos já sem vida?
Em coincidências, em vislumbres, em sinais?



Não! Deus é Espírito!


E somente aqueles que são nascidos do Espírito, assim como o vento,
Eles O encontrarão e O adorarão em espírito e em verdade.
Ali, somente ali, está a fé verdadeira, nAquele que tudo pode.

Crer, com todo o coração, confiar e entregar, tudo.
Não importa mais o lugar, o tempo, as roupas.
Na presença dEle não somos nada além de pó.

Não somos mais nada, nada mais.